Sexta-feira, 25 de Setembro de 2009

A viver um sonho


Noites em branco passadas na perseguição de um sonho fizeram de mim o que sou hoje...olho para trás e vejo o sem fim de vezes que quis baixar os braços, mas uma vozinha interior fez-me continuar a minha busca...sinto que venci uma grande batalha...ainda incrédula vejo que afinal todo o esforço mais tarde ou mais cedo é recompensado...esperei sete anos...sete anos de quedas, mas também de alegrias...
Menina e de carisma obstinado cresci num mundo demasiado rude, lutei contra palavras cruéis e gestos mordazes de quem quis destruir um sonho, tentaram...
Mas também vejo agora que afinal não estou sozinha...é bom saber que existe muita gente feliz com o meu sucesso, e que no silêncio destes sete anos esperaram sempre que eu vencesse. Como é bom sentir o vosso carinho...
Em certa parte temo a inveja, ela veste uma capa escura e muitas vezes imperceptível, mas não desisto de lutar...
Humildade, preserverança e bondade...terão sido certamente a chave para todo o meu sucesso...

Sábado, 19 de Setembro de 2009

Palavras gastas

Podia dizer ao mundo por palavras firmes o que sinto neste momento..mas seria difícil alguém entender...enterrei minha alma em tuas mãos...rasgaste meu corpo com verdades cruéis, imundas de hipocrisia...desististe de nós, de mim...fomos uma luta inglória, de nada nos serviu o que lutámos...embrulhaste meu amor como se fosse um rascunho velho e gasto...deitaste fora a esperança de um amanhecer em tons de amor...foste para mim o inicio...e o fim de uma caminhada...contigo encerro o que de melhor há em mim...
Gelei para o mundo assim como tu te fechaste para mim...lacrado a sete chaves deitei fora o meu coração...não darei a mais ninguém um único sorriso de criança, um olhar doce ou uma gargalhada inocente...serei o que o mundo foi para mim, fria e de olhar cortante...
Lágrimas caem em meu colo secando de cansaço...escrevo na tentativa de impregnar toda a minha dor nas palavras, na tentativa de deixar de te admirar, de te deixar desvanecer em meu pensamento...preciso libertar-me...não me peças amizade...não me peças mais nada...voltarei à solidão para me recompor da queda, mas nada nem ninguém voltará a conquistar minha esfera de algodão...
Fechando os olhos ainda ouço as três pancadas de Moulier ecoarem ao longe uma peça gravada em minha mente, a mesma peça desde a muito tempo atrás...mas neste momento o som que me invade e me acorda é o de outra realidade...
Não sabes, não queres e não consegues lidar com o incontrolável...preferes agarrar o comando da tua vida e desligares-te do que te incomoda...apenas te esqueceste que já não era só a tua vida, era a minha também...e que eu julgava ser a nossa...
Respeitarei a tua decisão...continuarei a ser tua, mesmo sem querer, mesmo lutando para me libertar...
Apago a luz e fecho a porta...amar-te-ei para todo o sempre...mas serei para ti o que criaste em mim...