Tropeço em tentativas de realismo desmesurado quando me deparo com uma jornada irrealista e comedida por medos e receios de um talvez que nunca terá resposta! Vagueio num sonho incapaz de me trazer tranquilidade. Acordo! Ouço o ressoar dos ponteiros do relógio como martelos a irromperem aquando as sinapses ainda atordoadas de um sono profundo. Adoro o cheiro a manhã madrugada; - procuro o teu odor por entre o espaço que outrora ocupaste com tua doce desenvoltura e delicada presença. Em jeito revivalista sonho acordada com as gargalhadas que partilhávamos no desembrulhar da aurora, um “chega-te a mim” faz-me derramar uma lágrima. Deslizo pelos lençóis numa lentidão intencionada. Procuro tua pele macia, quente; - ofegante de mim. Amo-te no silêncio encastrado em todos os recantos de nosso leito. Tua pele, doce nácar que me deixa insaciada de nós, de ti! Alimentei-me de teu corpo como se fosses a própria vida em mim! SINTO a dor da tua ausência lacerar-me o corpo. ACORDO! Como te quero, agora, sempre…
Após uma meticulosa escolha do que vestir saio a rua e delicio-me com o sol que acaricia minha pele. O hoje é uma constante inserida numa equação indeterminada pelas incógnitas sem fim que deixaste com a tua partida. Desenho no meu imaginário o último adeus numa noite que prometia tudo menos uma despedida. Sempre vivi axiomaticamente a tua presença, nunca a tua ausência. Errei ao imaginar-te sempre meu num mundo que só contigo partilhei. Hoje vivo na clemência de um amanhã sem te acordar na memória com interrogações que provocam chagas em minha alma. Procurei-te noutros corpos com uma sede insaciável e hoje deito-me no vazio que construí em meu redor. Sinto-me incapaz, incapaz de sentir. Dói-me não conseguir; - sentir! Atiro-me todos os dias para uma solidão rodeada de gente - mas vazia, de ti!
Aprendi que para te “desamar” tenho de me aprisionar nesta solidão que construí entre muralhas impossíveis de escalar!
Sonhei demasiado tempo acordada!
Após uma meticulosa escolha do que vestir saio a rua e delicio-me com o sol que acaricia minha pele. O hoje é uma constante inserida numa equação indeterminada pelas incógnitas sem fim que deixaste com a tua partida. Desenho no meu imaginário o último adeus numa noite que prometia tudo menos uma despedida. Sempre vivi axiomaticamente a tua presença, nunca a tua ausência. Errei ao imaginar-te sempre meu num mundo que só contigo partilhei. Hoje vivo na clemência de um amanhã sem te acordar na memória com interrogações que provocam chagas em minha alma. Procurei-te noutros corpos com uma sede insaciável e hoje deito-me no vazio que construí em meu redor. Sinto-me incapaz, incapaz de sentir. Dói-me não conseguir; - sentir! Atiro-me todos os dias para uma solidão rodeada de gente - mas vazia, de ti!
Aprendi que para te “desamar” tenho de me aprisionar nesta solidão que construí entre muralhas impossíveis de escalar!
Sonhei demasiado tempo acordada!

