Era apenas uma noite fresca de primavera, olhavas-me de soslaio com uma inquietude desconcertante enquanto me tentavas aproximar de ti! Dançámos separados uma melodia oca de acordes sem saber o ritmo de cada um. Tropeçámos, caímos! Pousaste tua mão aveludada em meu cocuruto e sonegaste as palavras num suspiro! Fitei-te e interroguei-te com o olhar sem alcançar o sucesso de uma resposta.
Procurei-te em todos os labirintos que sonhei serem possíveis existir na mesma camada metafísica onde escondemos as verdades mentirosas que esculpimos. Preferimos viver num mundo desgovernado por seres mundanos incapazes de se deslocarem do ponto de partida para conquistar o verdadeiro primor da descoberta. O culto por mentiras deslavadas estagna o corpo e a mente enterrando-nos na lama de uma pseudo felicidade que ninguém admite ser irrealista!
Com a boca seca e parca de palavras calo-me no silêncio que se instaurou em torno deste constrangimento “insentido” que me inibe de procurar o porquê de não te poder ter neste canto longe dos olhares oblíquos que espreitam pela orla de uma esquina invisível! Venho-te sonhando acordada em cada salto que conquisto na ânsia de te mostrar o que não te consegui dizer. Moveste a atmosfera que me alimentava nesta cruzada solitária e já não mais sei respirar do mesmo modo! Gostava de calar o pensamento do mesmo modo que se calam palavras num gesto! Como que um salteador irreverente saqueaste esta paz que me acompanhava a demasiado tempo irrompendo no meu pequeno mundo forrado a algodão e que me protegia de todos, e de mim!
Não sei sentir com a mesma sede que se sente uma pequena alegria, e sem me considerar insensível sei apenas que não te vou conseguir sentir enquanto não me sentir a mim própria; - viva!
Todas estas interrogações, interjeições e deambulações não passam do expulsar de uma raiva contida por toda uma frustração que me impede de viver do mesmo modo que todos os seres irrealistamente vivem, encostando-se a uma pacificidade claramente ideal para quem receia a solidão!
Estou errada?
Não sou feliz no que diz respeito à entrega do que alguns chamam amor, possuo tão grande temor pela dor do sofrimento que me abnego ao direito de viver tão sublime e honroso sentimento! Ser feliz sempre se revelou para mim ter de atravessar caminhos sinuosos, tortuosos e marcantes, em que a efemeridade da felicidade é tão notória que o balanço de sentimentos nunca se revelara positivo!
Será perceptível agora toda esta miscelânea sentimental que por aqui tentei distinguir? Só espero que os mesmos olhos que me atropelaram com a maciez de um sorriso possam beber estas palavras e entender que eu não sei ser vulgar na arte de sentir, querer, desejar!
Procurei-te em todos os labirintos que sonhei serem possíveis existir na mesma camada metafísica onde escondemos as verdades mentirosas que esculpimos. Preferimos viver num mundo desgovernado por seres mundanos incapazes de se deslocarem do ponto de partida para conquistar o verdadeiro primor da descoberta. O culto por mentiras deslavadas estagna o corpo e a mente enterrando-nos na lama de uma pseudo felicidade que ninguém admite ser irrealista!
Com a boca seca e parca de palavras calo-me no silêncio que se instaurou em torno deste constrangimento “insentido” que me inibe de procurar o porquê de não te poder ter neste canto longe dos olhares oblíquos que espreitam pela orla de uma esquina invisível! Venho-te sonhando acordada em cada salto que conquisto na ânsia de te mostrar o que não te consegui dizer. Moveste a atmosfera que me alimentava nesta cruzada solitária e já não mais sei respirar do mesmo modo! Gostava de calar o pensamento do mesmo modo que se calam palavras num gesto! Como que um salteador irreverente saqueaste esta paz que me acompanhava a demasiado tempo irrompendo no meu pequeno mundo forrado a algodão e que me protegia de todos, e de mim!
Não sei sentir com a mesma sede que se sente uma pequena alegria, e sem me considerar insensível sei apenas que não te vou conseguir sentir enquanto não me sentir a mim própria; - viva!
Todas estas interrogações, interjeições e deambulações não passam do expulsar de uma raiva contida por toda uma frustração que me impede de viver do mesmo modo que todos os seres irrealistamente vivem, encostando-se a uma pacificidade claramente ideal para quem receia a solidão!
Estou errada?
Não sou feliz no que diz respeito à entrega do que alguns chamam amor, possuo tão grande temor pela dor do sofrimento que me abnego ao direito de viver tão sublime e honroso sentimento! Ser feliz sempre se revelou para mim ter de atravessar caminhos sinuosos, tortuosos e marcantes, em que a efemeridade da felicidade é tão notória que o balanço de sentimentos nunca se revelara positivo!
Será perceptível agora toda esta miscelânea sentimental que por aqui tentei distinguir? Só espero que os mesmos olhos que me atropelaram com a maciez de um sorriso possam beber estas palavras e entender que eu não sei ser vulgar na arte de sentir, querer, desejar!

