(Imagem da Web)
Foi-me pedido que escrevesse sobre o tema mencionado em título, mas para fabricar algo por palavras teria de ser um texto deveres diferente, durante um café surgiram-me algumas ideias, mas de facto é um tema que sugere uma ideia específica. Ainda assim, sinto-me tentada em recorrer ao invulgar para expor literariamente o tema.
Ao falar-se em virar o bico ao prego é suposto a nossa mente produzir uma ideia preconcebida, uma ideia de que alguém acabou de dizer exactamente o oposto do que havia dito antes. Como tal, alterei ligeiramente a frase, dizer “dar a volta ao prego” torna-se muito mais sugestivo, e embora possa ser confundido com a frase inicial, dá-nos uma certa margem de criatividade.
Ligando a máquina que me gera imagens (por vezes inóspitas) só me ocorre uma coisa, um idiota (diga-se idiota um individuo cuja atitude/postura seja invulgar ao ponto de se incorrer em caracterização imediata e estereotipada) à beira da piscina de sua casa que ao se revirar numa espreguiçadeira de madeira, construída artesanalmente pelo mesmo, faz guinchar a pobre coitada, já cansada do ócio do indivíduo. Este mesmo indivíduo parece nada mais nada menos que um ser amorfo, uma junção de matéria inútil, rebolante e vegetativa que se tenta camuflar no meio em que está como se de um peixe na água se tratasse. Uma volta, outra, e mais uma! Lá está, uma amiba em forma de gente a deliciar-se com os raios de sol que cobrem a pele peluda e cheia de dunas capazes de fazer qualquer insecto rastejante sentir-se num verdadeiro Dakar. Será por isso que os nojentos bichos se sentem tentados em se regozijarem com longos passeios pelo nosso corpo? Não emagreças não! Ui, tenho de sacudir a máquina, algo estava a corromper o processo de formação de imagens e a lançar despojos repugnantes na objectiva. Ora bem, lá está, mais uma volta ao prego, e a imagem que se segue não é de todo muito melhor do que a que estava a surgir anteriormente. Um elástico forrado de um pano em tons de um vermelho tão vivo como o da nossa maravilhosa bandeira nacional está a vincar uma zona ligeiramente acima ao que poderia ser o glúteo do indivíduo, sim, poderia, porque eu lembro-me de ter aulas de ciências e um glúteo não tem aquela forma, aliás, ausência de forma! Wow, a amiba desliza pela espreguiçadeira, e ao levantar-se esta quase que lhe faz ricochete. Estava na hora de molhar o prego. E eis que o prego sem tomar consciência da violência prestes a ser cometida para com a coitada da água, feliz e em repouso, lança-se de súbito e sem aviso para a piscina. Splaaaaaaaaaaaaaaaaash! Digam lá que isto não é uma violência contra a natureza? E como se não bastasse, o idiota deixa-se ficar com os braços penduradas à beira da piscina à espera sabe-se lá do quê. Até uma lontra tem membros mais elegantes. “Shlock, shlock, shlock”, é o som da amiba a deslocar-se novamente em direcção à espreguiçadeira que grita em tons de súplica quando ele se debruça sobre ela. Mais uma volta ao prego, e muitas outras se sucederam no decorrer do espaço temporal em que a máquina foi projectando este filme, capaz de fazer frente à série “Masters of horror”.
Fim de emissão!
Ao falar-se em virar o bico ao prego é suposto a nossa mente produzir uma ideia preconcebida, uma ideia de que alguém acabou de dizer exactamente o oposto do que havia dito antes. Como tal, alterei ligeiramente a frase, dizer “dar a volta ao prego” torna-se muito mais sugestivo, e embora possa ser confundido com a frase inicial, dá-nos uma certa margem de criatividade.
Ligando a máquina que me gera imagens (por vezes inóspitas) só me ocorre uma coisa, um idiota (diga-se idiota um individuo cuja atitude/postura seja invulgar ao ponto de se incorrer em caracterização imediata e estereotipada) à beira da piscina de sua casa que ao se revirar numa espreguiçadeira de madeira, construída artesanalmente pelo mesmo, faz guinchar a pobre coitada, já cansada do ócio do indivíduo. Este mesmo indivíduo parece nada mais nada menos que um ser amorfo, uma junção de matéria inútil, rebolante e vegetativa que se tenta camuflar no meio em que está como se de um peixe na água se tratasse. Uma volta, outra, e mais uma! Lá está, uma amiba em forma de gente a deliciar-se com os raios de sol que cobrem a pele peluda e cheia de dunas capazes de fazer qualquer insecto rastejante sentir-se num verdadeiro Dakar. Será por isso que os nojentos bichos se sentem tentados em se regozijarem com longos passeios pelo nosso corpo? Não emagreças não! Ui, tenho de sacudir a máquina, algo estava a corromper o processo de formação de imagens e a lançar despojos repugnantes na objectiva. Ora bem, lá está, mais uma volta ao prego, e a imagem que se segue não é de todo muito melhor do que a que estava a surgir anteriormente. Um elástico forrado de um pano em tons de um vermelho tão vivo como o da nossa maravilhosa bandeira nacional está a vincar uma zona ligeiramente acima ao que poderia ser o glúteo do indivíduo, sim, poderia, porque eu lembro-me de ter aulas de ciências e um glúteo não tem aquela forma, aliás, ausência de forma! Wow, a amiba desliza pela espreguiçadeira, e ao levantar-se esta quase que lhe faz ricochete. Estava na hora de molhar o prego. E eis que o prego sem tomar consciência da violência prestes a ser cometida para com a coitada da água, feliz e em repouso, lança-se de súbito e sem aviso para a piscina. Splaaaaaaaaaaaaaaaaash! Digam lá que isto não é uma violência contra a natureza? E como se não bastasse, o idiota deixa-se ficar com os braços penduradas à beira da piscina à espera sabe-se lá do quê. Até uma lontra tem membros mais elegantes. “Shlock, shlock, shlock”, é o som da amiba a deslocar-se novamente em direcção à espreguiçadeira que grita em tons de súplica quando ele se debruça sobre ela. Mais uma volta ao prego, e muitas outras se sucederam no decorrer do espaço temporal em que a máquina foi projectando este filme, capaz de fazer frente à série “Masters of horror”.
Fim de emissão!
Com este texto pretendo nada mais nada menos que cumprir com o que me fora pedido, produzir algo por palavras que fizesse referência ao tema já mencionado. Temo ter fugido ligeiramente ao acordado, mas, a máquina é falaciosa e debita apenas as imagens que quer, tem vontade própria, e de nada vale tentar contrariá-la.

