
(Imagem da Web)
Para mim não existem respostas objectivas às contendas que a vida me traz. Entro em discórdia comigo própria sempre que a uma interrogação surgem respostas vulgares. Entro em «modo» de profanação ao mundano quando me deparo com pseudo conjecturas, estruturadas pelo comum dos mortais, resultantes de uma qualquer situação, condicionalismos dignos de estereotipação pavloviana. Nem todas as respostas têm como resultado o mesmo estímulo. Não existe linearidade em matéria comportamental.
A vida murmura através da brisa gélida que me tolda o corpo e a mente. Mas permito-me ao deleite sensorial que o frio cortante me traz.
Trago-te pelas ruas cinzentas de mão dada com o passado.
A pele repuxa-me os contornos do rosto cada vez menos jovens; e no entanto, ainda jovens! A controvérsia toma lugar quando observo casais passeantes na calçada da vida, vejo e admiro a capacidade automatizada com que se subjugam à submissão como condição sine qua non para se viver nesta camada física a que chamamos mundo. Mas a controvérsia tem uma origem bem mais complexa no meu consciente. Rejeito o concreto como forma de estar, não por opção, apenas porque sim. Não o faço com a consciência de que me torna diferente, mas sei ser esse o resultado, um ser diferente, eternamente interrogativo e inquieto com o que a vida me traz de mão beijada. Preciso de respostas para tudo mas rejeito o óbvio. Sou um ser ambiguamente insatisfeito.
Rasgaste o papel que cobria os edifícios das ruas em que nos passeámos como quem destrói um qualquer cenário de teatro no fim da temporada. Entro em conflito com este novo cenário completamente opaco e que me inibe de ver a realidade. Serei eu escrava do inconcreto como forma de ver o mundo? Este meu modo de estar traz-me quezilas constantes. Gostaria de ver-te como um passado lacrado num envelope chamado vida! Queria poder abandonar-te nas mesmas ruas em que te trago sempre colado a um passado demasiado vivo e que me rompe as veias sempre que te tento desmembrar da memória.
Quando te vejo tudo o que julgo ser sólido no espaço em que me encontro se desfaz em partículas indivisíveis ao ponto de deixar de reconhecer onde estou.
A vida murmura através da brisa gélida que me tolda o corpo e a mente. Mas permito-me ao deleite sensorial que o frio cortante me traz.
Trago-te pelas ruas cinzentas de mão dada com o passado.
A pele repuxa-me os contornos do rosto cada vez menos jovens; e no entanto, ainda jovens! A controvérsia toma lugar quando observo casais passeantes na calçada da vida, vejo e admiro a capacidade automatizada com que se subjugam à submissão como condição sine qua non para se viver nesta camada física a que chamamos mundo. Mas a controvérsia tem uma origem bem mais complexa no meu consciente. Rejeito o concreto como forma de estar, não por opção, apenas porque sim. Não o faço com a consciência de que me torna diferente, mas sei ser esse o resultado, um ser diferente, eternamente interrogativo e inquieto com o que a vida me traz de mão beijada. Preciso de respostas para tudo mas rejeito o óbvio. Sou um ser ambiguamente insatisfeito.
Rasgaste o papel que cobria os edifícios das ruas em que nos passeámos como quem destrói um qualquer cenário de teatro no fim da temporada. Entro em conflito com este novo cenário completamente opaco e que me inibe de ver a realidade. Serei eu escrava do inconcreto como forma de ver o mundo? Este meu modo de estar traz-me quezilas constantes. Gostaria de ver-te como um passado lacrado num envelope chamado vida! Queria poder abandonar-te nas mesmas ruas em que te trago sempre colado a um passado demasiado vivo e que me rompe as veias sempre que te tento desmembrar da memória.
Quando te vejo tudo o que julgo ser sólido no espaço em que me encontro se desfaz em partículas indivisíveis ao ponto de deixar de reconhecer onde estou.
Life mumbles your presence like open wounds.
Entrego-me a esse olhar de um modo hipnótico e que destrói tudo o que eu julgo tomar por certo. Roubas-me do sossego apenas com um sorriso. Como eu adorava perceber o porquê. Poderão dizer que te amo, mas amar não é isto, esta prisão castrante que me empurra para o vácuo deixando-me nada mais que um vazio insuportável.
E sei que assim será até que o tempo o queira. Mas não me conformo, vivi-te de um modo submisso e condeno-me até hoje por ter permitido que a vida me desse tão pouco ao teu lado. Dei-te tanto de mim e fiquei apenas com migalhas do que um dia fui. Abdiquei-me do que sou por acreditar num «talvez» que nunca teve verdadeira presença. Deixar de ser «eu» quando te vejo abre-me chagas na alma.
Life mumbles your presence (…) in every step i make! If I cry you enough would you let me live without feeling this pain? Unchain me of this non life I’m living!
E sei que assim será até que o tempo o queira. Mas não me conformo, vivi-te de um modo submisso e condeno-me até hoje por ter permitido que a vida me desse tão pouco ao teu lado. Dei-te tanto de mim e fiquei apenas com migalhas do que um dia fui. Abdiquei-me do que sou por acreditar num «talvez» que nunca teve verdadeira presença. Deixar de ser «eu» quando te vejo abre-me chagas na alma.
Life mumbles your presence (…) in every step i make! If I cry you enough would you let me live without feeling this pain? Unchain me of this non life I’m living!
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