Sabes quantas vezes me lembro de ti? Hmmm...demasiadas para quem não deve...para quem não pode...my sweet liberty... ...sinto-me tentada a sonhar acordada com um amanhã que tarda em chegar, repudiando o agora que teima em ser doloroso...busco uma fórmula para quebrar este feitiço, será da cúpula que me rodeia? Ou serei eu que não me permito à liberdade? Quem me roubou de mim, tu...ou eu? Fui eu que te escolhi, porque será tão doloroso viver-te?
...queria conseguir gostar-te, seriam muito mais agradáveis os dias que em ti percorro...mas meus dias são tão agonizantes com os obstáculos que atravessas em meu caminho...começo a ter saudades da minha monotonia, aquela de que tantas vezes já blasfemei...
...o cheiro a mentira está entranhado em tuas paredes, o medo invade-me sempre que por elas passo, finjo não ver o que me tentas fazer ansiando dia após dia de ti me libertar...foste escolha consciente na inconsciência do que me ia acontecer, do que me ias fazer...em ti encontrei um inferno chamado escola, o que tens para me ensinar? Um mundo de mentiras e fantasias sobre uma realidade que eu já conheço, porque me tentas enganar? Porque tentas corromper-me com tuas verdades feitas sem sustento? Olho pela janela e vejo-te vazia, fria...és nada, tens apenas valor simbólico para quem te deseja, como eu já te desejei...tens em ti uma marca de sonho...
...poderia dizer que a culpa é minha por te ter desejado, mas não o irei fazer, estaria a dar-te o prazer da vitória...resta-me apenas viver-te, dia após dia, continuando a desejar o amanha como consequência da minha liberdade, aquela que deixei para trás quando te escolhi...em ti reconheço que ambicionei demais, em ti pensei encontrar o caminho para a minha felicidade, mas olho em frente e vejo que...és e serás trevas em meus passos...tenho pena de quem em ti navega ao sabor da ilusão...
...não me conheces, nem queres conhecer, sou apenas mais um dos teus objectos de colecção com que brincas sem qualquer remorso...olhas-me e não me vês, sou pouco mais que um número na tua estatística...
...não te quero, mas em ti irei permanecer...
...até ao fim...
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