Longe de tudo e de todos, foste doce volúpia avistada numa noite que nada me prometia a não ser confusão…e que confusão! Escrevo para te alcançar, já que não te vejo nem sinto…já que não te posso ter neste momento…momentos são pouco mais do que meras metamorfoses do que pensávamos querer, do que ousámos imaginar! Poderíamos condenar aquele simples café a isso mesmo, um simples café. Ambos sabemos que o resultado desse momento ultrapassou o que pensáramos ser lógico. Um simples café que transformou o cinzento de meus dias em doces passeios pelo meu imaginário colorido.Se nada mais me resta a não ser um simples telemóvel, que faria eu sem ele? Como iria eu suportar o regresso de um cinzento que levaste com a doçura de teu sorriso e a beleza de um olhar terno e suave?
Em dúvida constante persigo apenas a vontade!
Falas em passado, mas o passado é isso mesmo, passado! Se há algo que o passado nos dá é o presente, e neste momento, o presente és tu, um presente dependente de um aparelhozinho irritante que nunca dá sinal quando eu quero, mas, é este presente que me faz suspirar, não o passado.
Não condenes um presente que ainda nem se revelou um futuro, vive o gosto e o prazer de um querer, pois pouco mais nos resta no agora! E se o amanha for um talvez, então que venha o sabor da imaginação abraçar-nos em mais uma noite ausente de ti, de mim, de nós…
Nada nos é exigido, não temos prazos, limites ou obrigações, partilhemos, então, apenas o sabor de tão requintadas palavras que ecoam em tons harmónicos e flutuantes num cenário por nós idolatrado!
Apenas peço a este meu aparelhozinho chamado telemóvel não me falhe, sem ele, quem te trará até mim? Jogos de sedução e palavras inócuas de maldade regem nossos dias, e quão saborosos se tornaram meus dias…devo admitir que meus olhos mal aguentam de felicidade ao avistarem tua imagem, mas tuas palavras são o que de mais belo os meus olhos se confortam.
…se me roubassem o pouco que tenho para chegar até ti, não sei que faria!
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