Imaginem o Super-Homem e o Jorge Palma fechados, no mesmo elevador. Pois é, não foi tarefa fácil! Mas foi isto que nasceu após horas a formular possíveis diálogos. Foi esta a minha tarefa semanal para o Concurso Nacional de Escrita Criativa.
Espero que gostem.
Espero que gostem.
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(Imagem da Web)
- Mas tu hoje tiraste folga?
Dobrando a perna em jeito rufia, o Super-Homem finge não ouvir Jorge Palma.
- Estamos aqui fechados a horas e tu não fazes nada?
- Não estás em perigo pois não? Que eu saiba o meu dever seria salvar-te em caso de estares em perigo, o que não é o caso.
O rosto de Palma ia tomando uma feição meio perplexa, meio exasperada!
- Tens em tua posse a capacidade de nos tirar a ambos deste elevador diminuto e bafiento e não o fazes porque não faz parte das tuas competências?
- Sabias que existem pessoas que são pagas para resolverem situações como esta? Não só és um egoísta, como te esqueces de como a minha acção pode influenciar a vida de outras pessoas.
- Moralismos a uma hora destas…
- Pessoas como tu, que facilmente se habituaram ao peso da fama para manipularem a conjuntura onde estão inseridos, é que vão transformando este mundo num sítio enfermo, um sítio onde a ganância e a imodéstia são motivos suficientes para que se cometam atitudes grotescas e mordazes em nome de propensos actos de auto realização, auto satisfação…
- Bem, eu só queria sair do elevador, desculpa lá! Não se fala mais nisso.
- Diz-me Palma, o que tens tu de urgente para fazer que não possa ser adiado pela espera do homem responsável pela manutenção do elevador?
- Poderia dizer-te que recebi um bilhete de uma fã que pediu para me ver antes que sua morte chegue lenta e silenciosa, uma mulher cuja alegria lhe fora roubada por uma doença que chega sem aviso prévio! Essa mulher que se encontra entre a vida e a morte pediu-me, a MIM, uma pessoa cheia do peso da fama e que tenta manipular a conjuntura onde está inserida! Mas acho que agora é irrelevante o que me leva a querer sair deste elevador. Sei que me interpretas pelas manchetes de jornal, mas assim como não gostas de ser visto como um objecto útil e prático na mão humana, eu também não gosto de ser julgado pelos rabiscos editoriais que vão moldando e tornando idiossincráticas as opiniões sobre mim!
O som estridente da campainha do elevador torna mudos seus discursos e ambos fingem não ter participado naquele teatro não ensaiado!
Dobrando a perna em jeito rufia, o Super-Homem finge não ouvir Jorge Palma.
- Estamos aqui fechados a horas e tu não fazes nada?
- Não estás em perigo pois não? Que eu saiba o meu dever seria salvar-te em caso de estares em perigo, o que não é o caso.
O rosto de Palma ia tomando uma feição meio perplexa, meio exasperada!
- Tens em tua posse a capacidade de nos tirar a ambos deste elevador diminuto e bafiento e não o fazes porque não faz parte das tuas competências?
- Sabias que existem pessoas que são pagas para resolverem situações como esta? Não só és um egoísta, como te esqueces de como a minha acção pode influenciar a vida de outras pessoas.
- Moralismos a uma hora destas…
- Pessoas como tu, que facilmente se habituaram ao peso da fama para manipularem a conjuntura onde estão inseridos, é que vão transformando este mundo num sítio enfermo, um sítio onde a ganância e a imodéstia são motivos suficientes para que se cometam atitudes grotescas e mordazes em nome de propensos actos de auto realização, auto satisfação…
- Bem, eu só queria sair do elevador, desculpa lá! Não se fala mais nisso.
- Diz-me Palma, o que tens tu de urgente para fazer que não possa ser adiado pela espera do homem responsável pela manutenção do elevador?
- Poderia dizer-te que recebi um bilhete de uma fã que pediu para me ver antes que sua morte chegue lenta e silenciosa, uma mulher cuja alegria lhe fora roubada por uma doença que chega sem aviso prévio! Essa mulher que se encontra entre a vida e a morte pediu-me, a MIM, uma pessoa cheia do peso da fama e que tenta manipular a conjuntura onde está inserida! Mas acho que agora é irrelevante o que me leva a querer sair deste elevador. Sei que me interpretas pelas manchetes de jornal, mas assim como não gostas de ser visto como um objecto útil e prático na mão humana, eu também não gosto de ser julgado pelos rabiscos editoriais que vão moldando e tornando idiossincráticas as opiniões sobre mim!
O som estridente da campainha do elevador torna mudos seus discursos e ambos fingem não ter participado naquele teatro não ensaiado!
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