Terça-feira, 14 de Dezembro de 2010

Esperar

(Imagem da Web)



Espero e quase desespero por respostas estranhamente simples mas impossivelmente audíveis em tua boca. Quem és tu afinal? Amigo? Amigos não magoam, quer dizer…pelo menos eu creio nessa verdade – apenas minha? Esperas e tortuosas atitudes totalmente incompreensíveis vão traçando caminhos sinuosos, é isto que queres? Um inicio pleno de dúvidas, incertezas, inverdades. Dizes não querer, mas sofres por um qualquer não ter que ainda me soa ligeiramente a falso. Ponderar os passos que se dão não significa dar um salto no abismo e seguidamente correr para trás como forma de auto-preservação. O tempo tudo revela, doce sabedoria de quem não quer, de quem tem medo e de quem é cobarde! O amanhã é apenas o desenrolar de uma fita outrora gravada pelas mãos – sempre nossas. Desvendas-me com desenvolta cirurgia linguística e negas-me o direito a uma simples verdade que poderia tornar tudo tão…simples!
Escolheste um trajecto trôpego na expectativa de…? Ah, indecisão, é esse o termo. Indecisos são os fracos, e desses está o mundo cheio. E como se costuma dizer, deles não reza a história.
Ser feliz não deveria ser um plano para depois. Por mais estágios que existam de felicidade, todos eles são importantes, não entendo a necessidade julgada inerente de alguém abdicar de ser feliz por dúvidas, medos…tudo desculpas! Justificáveis? Nada justifica a renúncia à felicidade, a vida não é um filme ensaiado onde existem finais felizes ou infelizes, a vida é um jogo feito por nós, e para nós. Jogar traz riscos, assim como viver.

1 comentários:

Cat disse...

Gostei do teu texto (: