Segunda-feira, 2 de Maio de 2011

Posso passear-te no meu imaginário?

(Imagem da Web)




Tropecei em teu olhar por mero desastre! Gelei no momento em que me confrontaste com esse sorriso doce, meigo...e que fazer agora? Não me posso afirmar apaixonada, ou posso? Ilusão? O platonismo não é de facto o meu modus operandi em matéria amorosa. Ah; - frustração!
Deslizaste com atraente volúpia numa dança que premeditas para alcançar a submissão de quem por ti se cruza!
Quem és tu afinal? Temo que nem tu te descobres no emaranhado de emoções que te pulsam nas veias e te tornam um ser insatisfeito com a satisfação tão comum e vulgar a tantos outros. Um verdadeiro quebra-cabeças, portanto!
Anseio pela ínfima possibilidade de voltar a escorregar em teu regaço, assim talvez, como que por desastre; - intencional!
Sinto-me uma verdadeira Alice no País da Maravilhas!
Escrevo e gatafunho aqui neste meu leito enfadado de mim e nada me sai com a mesma destreza gramatical que me é característica, roubaste-me as palavras num sopro sem me dar a oportunidade de ripostar de modo adequado ao que me é habitual, e agora, deixas-me aqui a arfar de um pranto pela falta de inspiração em escrever algo decente e eloquente!

Devolve-me a sanidade!
Mas onde raio escondes tu esse esqueleto guarnecido de um corpo estonteante e que me deixou ávida de um beijo?
Este meu desatino pela solidão talvez me traga dissabores, mas é o único lugar que me traz alguma inspiração e paz de espírito, uma qualquer tranquilidade por poder controlar o que sinto e por quem o sinto.
Talvez um dia destes te “mate” no meu imaginário, enquanto tal não acontece, passeio-te em todos os recantos que me é possível imaginar-te!

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