Gosto-te


(Imagem da Web)

O amanhã será, talvez, uma eterna incógnita em mentes tão perturbadas como a minha. Podia exibir um rótulo corriqueiro de felicidade estampada no rosto, mas rótulos são nada mais que etiquetas publicitárias de um pseudo “ser” que não traz qualquer conforto. O que me conforta são as palavras que aqui deixo escorrer para purgar sensações, drenar memórias. O que me conforta é o teu toque no escorregar do sol pela janela do nosso leito enquanto me faço acordar ao olhar-te deitado a meu lado. O que me conforta são as lágrimas que me contaram o que sentes. O que me conforta é poder voltar a acreditar que existe um amanhã para a felicidade, sem pressas nem correrias, sem conjeturas do que poderá ser, sem incertezas do que sentimos. O que me conforta és tu, na singularidade de um gesto e um sorriso que me faz transbordar de alegria. 

És tu!

Olhas-me com uma sede de posse sem me subjugares apenas ao desejo. Querer-te é apenas a continuação do que sinto a cada dia que passa. 

Deixo-me ficar à janela enquanto o silêncio da rua me invade numa alcoolémia controlada. Desenvolvo uma qualquer paz de espírito enquanto me delicio com o cigarro que acompanha o vinho que me embriagou os sentidos fazendo-me rodopiar numa sensação de bem-estar. Ouço-te percorrer a casa, fecho os olhos e imagino-te na minha vida como se dela fizesses parte, e apetece-me tanto chorar no meio de toda aquela felicidade. Quando te vi entrar pela porta o meu corpo arrepiara-se, como se a minha presença naquela casa fosse apenas a constatação de que eu ali pertencia desde sempre; para sempre! 

Mudaste a minha vida com um simples sorriso. A beleza que te envolve esmaga-me o corpo contra a realidade que se balbucia em meu redor e me diz que vieste para ficar. Sussurras-me palavras doces enquanto te saboreio ao som de uma musicalidade criada por nossas mãos. 

Agora sim, posso baixar as amarras que me impediam de ver o amanhã em tons de rosa. A tua magia contagia-me e envolve-me em sonhos despidos de preconceitos, medos e receios; fantasmas.    

Dá-me a mão e descobre um mundo apenas comigo, deixa-te levar e leva-me contigo nesta melodia que criámos quando nos tocámos pela primeira vez. 

Um beijo, nosso; para sempre nosso!

Comentários

Anónimo disse…
Pois é minha amiga, definitivamente gosto muito mais do "tom" deste texto do que da maior parte dos anteriores... Wonder why... :)

Quero continuar a ler sorrisos destes por aqui, combinado?!

Daniela
Se assim continuar tenho a certeza que muitos outros sorrisos irei aqui desenhar por palavras. Obrigada minha linda.
Beijo
Unknown disse…
olá, tudo bem? estava lendo o seu blog e achei muito interessante! me identifiquei com a sua escrita.
por favor dê uma passadinha em meus blogs que aqui deixo, até mais!

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Anónimo disse…
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